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IA já começa a executar decisões na Unimed Campinas

Na Unimed Campinas, IA deixa de apoiar decisões e passa a executá-las na gestão hospitalar

Plataforma da GTPLAN automatiza cálculos de demanda, reposição e emissão de ordens de compra, reduzindo atividades manuais e permitindo que equipes atuem de forma mais estratégica.

Publicado por Saúde Digital News

A inteligência artificial está entrando em uma nova fase dentro dos hospitais. Se, até pouco tempo, a tecnologia era utilizada principalmente para apoiar análises e sugerir caminhos, agora ela começa a assumir um papel mais ativo na operação.

Na Unimed Campinas, a IA passou a executar etapas críticas da gestão de suprimentos, automatizando desde o cálculo da demanda até a emissão de ordens de compra, em um movimento que transforma a forma como os hospitais administram seus estoques.

A mudança foi implementada por meio da GTPLAN IA, plataforma desenvolvida pela GTPLAN, empresa especializada em tecnologia SaaS para Supply Chain. Com o uso de inteligência artificial, processos que antes exigiam horas de análises manuais passaram a ser realizados automaticamente, permitindo que a equipe concentre seus esforços na supervisão da operação, na análise de exceções e nas decisões estratégicas.

“A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma tecnologia de apoio para assumir um papel operacional dentro das empresas. Quando ela consegue calcular demandas, identificar necessidades de reposição e iniciar automaticamente fluxos de abastecimento, estamos falando de um novo patamar de automação.”

comenta Felipe Noronha, Customer Success Manager & Partner da GTPLAN. Para ele, o ganho não está apenas na velocidade, mas na capacidade de liberar os profissionais para decisões que realmente exigem conhecimento técnico e visão estratégica.

“O comprometimento e engajamento do Rodrigo, bem como o patrocínio de uma gestão orientada a resultados e inovação como a da Aline, foram fundamentais para o sucesso da implementação. Mais do que colocar uma automação em operação, construímos juntos uma solução que passou a fazer parte da rotina deles e trouxe ganhos percebidos na prática. E foi justamente a percepção desses resultados que abriu espaço para expandirmos a automação para outros itens, mostrando como tecnologia, parceria e engajamento podem transformar, na prática, processos e gerar resultados reais.”

analisa Jorge Humberto Crivelli, consultor da GTPLAN.

O avanço representa uma mudança importante no uso da IA dentro das organizações. Em vez de funcionar apenas como uma ferramenta que organiza dados e gera recomendações, a tecnologia passa a executar atividades operacionais com base em parâmetros previamente definidos, mantendo rastreabilidade, governança e acompanhamento humano.

Na prática, a transformação impacta diretamente uma das áreas mais sensíveis dos hospitais: a gestão de suprimentos. O abastecimento adequado influencia desde a disponibilidade de medicamentos e materiais até o equilíbrio financeiro das instituições. Automatizar esse processo significa reduzir riscos de ruptura, minimizar desperdícios e aumentar a previsibilidade da operação.

Na Unimed Campinas, a adoção da plataforma alterou significativamente a rotina da equipe responsável pelo planejamento de materiais.

“A principal mudança foi deixar de gastar tempo com análises repetitivas para atuar de forma muito mais estratégica. Hoje, a inteligência artificial realiza grande parte das análises operacionais e conduz automaticamente diversos fluxos do planejamento até a emissão das ordens de compra. Isso trouxe mais agilidade, previsibilidade e segurança para nossa rotina, além de permitir que a equipe concentre seus esforços nas exceções e nas decisões que realmente agregam valor.”

destaca Rodrigo Gatti, Analista de Planejamento e Suprimentos Hospitalares na Unimed Campinas.

“Além da inteligência artificial que roda por trás e promove todos esses benefícios, um dos segredos dessa implementação foi o alinhamento próximo com o time da Unimed Campinas, e o entendimento claro, por parte da equipe, de como a automação iria funcionar. Trabalhamos lado a lado para mapear quais itens e quais estratégias de suprimento fariam mais sentido automatizar, priorizando ganho operacional em uma grande volumetria de SKUs, sempre com foco em reduzir a carga operacional do processo. Cada etapa foi conduzida de forma estruturada e segura, garantindo confiança e previsibilidade à medida que a IA passou a atuar na reposição, e foi essa decisão conjunta que sustentou o projeto.”

comenta Danilo Akio, também consultor da GTPLAN, que o foco é reduzir a carga operacional do processo.

“Automatizar etapas críticas do planejamento trouxe mais consistência para a operação e reduziu significativamente o tempo dedicado às atividades manuais. Hoje, temos uma visão muito mais estratégica da gestão de suprimentos, com processos padronizados, maior previsibilidade e uma equipe focada naquilo que gera mais valor para o hospital e para o atendimento aos pacientes.”

comenta Aline Dalacqua, Coordenadora de Suprimentos da Unimed Campinas.

Além do ganho operacional, o projeto também acompanha uma tendência que vem ganhando força em diferentes setores: a evolução da inteligência artificial para modelos capazes de executar tarefas de forma autônoma, sempre dentro de regras de negócio previamente estabelecidas e sob supervisão humana. No ambiente hospitalar, essa capacidade se traduz em operações mais eficientes, redução de retrabalho e maior confiabilidade nas decisões relacionadas ao abastecimento.

Para Felipe Noronha, esse movimento representa uma mudança estrutural na transformação digital da saúde.

“Os hospitais estão migrando de um modelo em que as pessoas operam os sistemas para outro em que passam a gerenciar processos conduzidos pela inteligência artificial. A tecnologia assume atividades repetitivas e analíticas, enquanto os profissionais ampliam seu papel estratégico. Esse é um caminho sem volta para instituições que buscam eficiência operacional sem abrir mão da segurança e da qualidade assistencial.“

conclui.